DIA 27 DE OUTUBRO DE 2015
ÀS 19:00H
CENTRO COMUNITÁRIO BOM JESUS
TODOS CONVIDADOS!
Tema: Movimentos culturais da Terra Firme: histórias de cultura, arte e resistência
Tema: Movimentos culturais da Terra Firme: histórias de cultura, arte e resistência
A Terra Firme é um dos bairros mais populosos da capital do Estado, sua formação data da década de 1940. A partir de então, o local se tornou ponto de encontro de grupos oriundos dos mais diversos locais, de dentro da cidade, do interior do Pará e de fora dele. Estabeleceram moradia em área antes pertencente à Universidade Federal do Pará.Essa diversidade e a resistência que caracterizou a ocupação do espaço são as bases sobre as quais se constitui o dia-a-dia do bairro até hoje. Suas ruas, sempre movimentadas, antecipam para os que chegam o ritmo das circulações de pessoas e coisas, como de saberes, ideias e imagens. O que a tem constituído como palco de intensa produção cultural, que perpassa pelos mais variados âmbitos, como a religião, o trabalho ou a política. Manifestações para onde convergem, e por vezes também tencionam-se, tradição e novidade.
As histórias das movimentações culturais que ali tiveram origem e sua autonomia são expressões diretas da riqueza da constituição de um território: a morada. Como em um Quilombo, a população fincou nesse bairro suas raízes e estabeleceu sua forma peculiar de existir e resistir, de criar e recriar a vida na cidade.As vozes que compõem tais histórias emergem com força própria, e exploram sua incalculável potência, falam por si, sem necessidade de intermediários. É justamente a potência que carregam que mostra a necessidade de serem recontadas, perpetuadas.E é por essa necessidade que nós do Grupo de capoeira “Eu Sou Angoleiro”(CUTIMBOIA) e A Casa da Cultura da Terra Firme, convidamos os fazedores de cultura deste bairro para que nesse 20 de novembro, dia da consciência negra, possamos recontá-las, reencontrá-las, tendo em vista que, em sua maioria, são histórias de negras e negros, em reverência ao passado, e como forma de fortalecimento dos movimentos do presente e dos que virão. Tomaremos as ruas, ocupando o espaço público com arte e cultura, tal qual ocupamos cotidianamente, desde o trabalho às brincadeiras de crianças, como em poucos bairros nessa cidade.

